HERPES ZOSTER

Segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A vacina desenvolvida para a prevenção do Herpes Zoster e suas complicações baseia-se no principio de aumentar a imunidade ao vírus varicela zoster (VVZ), principalmente, das pessoas com idade de 60 anos ou mais. Ela é desenvolvida a partir do vírus vivo atenuado contra varicela (catapora), mas, em uma concentração mais elevada do vírus.

Quando Tomar: a recomendação para o uso desta vacina é para todas as pessoas com idade acima de 60 anos, podendo ser administrada simultaneamente com as vacina de gripe. Também é indicada para aqueles pacientes que já apresentaram quadro de herpes zoster e, nestes casos deve-se aguardar intervalo mínimo de cerca de um ano entre o quadro infeccioso e a administração da vacina.

Administração: via subcutânea.

Contra indicação: Pacientes com história de reação anafilática a qualquer componente da vacina; em pacientes com imunodeficiência; tuberculose ativa não tratada; pacientes em uso de terapia com imunossupressora e gestante.

Eventos adversos mais freqüentes associados à imunização: reações locais (dor, inchaço, vermelhidão e coceira) geralmente leves e transitórios. Reações sistêmicas podem ocorrer, entre elas, dor de cabeça e a febre.

A importância da Prevenção: A doença Zoster, também conhecida como “cobreiro”, pode acometer qualquer pessoa que desenvolveu a doença varicela (catapora) em algum momento de sua vida. Após a cura da varicela, o vírus permanece latente ou “incubado” no feixe de nervos dorsais da coluna vertebral do individuo por muito anos, podendo sofrer uma reativação devido a uma baixa na imunidade. Com o avançar da idade, principalmente após os 50 a 60 anos, há um declínio natural da imunidade das pessoas resultando em maior incidência do zoster nas idades mais avançadas.

A doença é principalmente caracterizada pelo surgimento de pequenas feridas em forma de vesículas (bolhas) na faixa de pele a qual esta o feixe de nervos, nunca passando da linha média do abdômen. Além disso, muitos indivíduos desenvolvem, após a fase aguda, uma dor no local das lesões, chamada de Neuralgia pós-herpética (NPH) que afeta muito a qualidade de vida do paciente.