POLIOMIELITE

Segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A famosa imagem de campanhas de vacinação na qual a criança recebe gotinhas na língua, popularizada pela mascote Zé Gotinha, se deve à vacina oral contra a poliomielite (OPV) conhecida como Sabin – uma homenagem ao cientista Albert Sabin, que a desenvolveu. Esta vacina é composta por vírus vivos atenuados. No Brasil, é aplicada desde 1964, sendo a grande responsável pela erradicação da doença no país. Utiliza-se também a vacina inativada contra a poliomielite (IPV), conhecida como Salk. Esta vacina foi desenvolvida pelo cientista Jonas Salk a partir de vírus inativados. Por ser inativada, esta vacina é mais segura, não havendo risco de provocar qualquer forma da doença, motivo pelo qual hoje damos preferência para o uso da IPV.

Quando tomar: Tanto a vacina Sabin (ou OPV) e a Salk (ou IPV), contra a poliomielite, devem ser tomada em três doses, aos 2 meses, 4 meses e 6 meses. Embora haja compatibilidade entre estas vacinas, recomendamos a aplicação da vacina inativada (IPV) devido a sua maior segurança. Os reforços desta vacina IPV devem ser efetuadas aos 15 meses e entre 4 e 6 anos de idade.

Aplicação: Via oral (Sabin) ou intramuscular (Salk).

Contraindicação: Doenças febris agudas. No caso de crianças com deficiência do sistema imunológico, que tenham ou convivam com pessoas soropositivas (HIV) e para gestantes a vacina oral (OPV) é contraindicada.

Importância da prevenção: Também conhecida como paralisia infantil, a Poliomielite é provocada pelo vírus poliovírus, que é transmitido por via fecal-oral (no contato com as fezes ou com a saliva da pessoa infectada). A paralisia de membros inferiores ocorre quando o poliovírus atinge o sistema nervoso causando lesão dos neurônios motores. Caso atinja os nervos que controlam os movimentos respiratórios ou digestivos, a doença pode levar à morte. A vacinação erradicou a doença em muitos países, mas é importante mantê-la, pois ainda há focos da doença na África e na Ásia.