Vacinas Prematuros

BCG

Quando tomar: A vacinação contra Tuberculose deve ser aplicada, em dose única, o mais precoce possível de preferência ainda no berçário, pois a contaminação e a infecção pela bactéria ocorrem precocemente em nosso meio. Se o prematuro apresentar peso inferior a 2 kg, adiar a vacinação até que atinja tal peso.

PALIVIZUMABE

O Palivizumabe é um anticorpo (imunoglobulina) elaborado por meio da engenharia genética. Protege os prematuros contra as formas graves da infecção causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). O VSR é o principal vírus causador de infecções respiratórias em crianças menores de dois anos. Em prematuros costuma causar quadros complicados de bronquiolite e pneumonias, sendo responsável por um grande número de internações nesse grupo de pacientes. O Palivizumabe não é uma vacina, porém, é até o momento, o meio mais eficaz de proteger a criança contra o VSR.

Quando tomar: Prematuros nascidos até a 29ª semana gestacional devem tomar doses mensais de Palivizumabe no primeiro ano de vida. Os nascidos entre a 29ª e a 32ª semanas de gestação devem utilizar o anticorpo mensalmente até o sexto mês de vida. Atenção: as doses devem ser administradas no período de maior circulação do VSR. Na região Sudeste, este período ocorre entre os meses de março a setembro.

Aplicação: Intramuscular, na coxa.

Contra-Indicação: Reações alérgicas às primeiras dosagens.

A Importância da prevenção: O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por infecções agudas nas vias respiratórias, especialmente nos brônquios e pulmões. O VSR pode causar bronquiolite aguda ou pneumonia, condições que comprometem a troca gasosa e, conseqüentemente dificultam a correta oxigenação do organismo. O VSR é mais grave entre crianças prematuras no primeiro ano de vida. Trata-se de uma infecção altamente contagiosa, especialmente nos meses de outono e inverno. A transmissão do vírus se dá pelas gotículas de saliva ou muco eliminadas pela respiração, espirro ou tosse da pessoa infectada e por objetos contaminados.

HEPATITE B

Quando tomar: Nos prematuros com peso inferior a 2 kg, a vacina contra hepatite B deve ser aplicada em quatro doses. Imediatamente após o nascimento, ou seja, 0-2-4-6 meses ou ao nascimento (0)-1-2-6 meses. Esses dois esquemas vacinais resultam em resposta imune semelhante ao de 03 (três) doses administradas aos recém-nascidos de Termo ( maiores que 37 semanas de gestação).

POLIOMIELITE

Quando tomar: A vacina do tipo Salk ou vacina de vírus inativado contra poliomielite (IPV), deve ser realizada no prematuro respeitando-se o calendário de vacinação. Ou seja, em três doses: aos 02 meses, aos 04 meses e aos 06 meses de idade. Há ainda dois reforços: entre 15 e 18 meses e entre 04 e 06 anos. Não se recomenda a utilização da vacina de vírus vivos atenuados (Sabin) em prematuros hospitalizados.

TRÍPLICE BACTERIANA (dTp / dTp ACELULAR)

Em recém-nascidos prematuros, hospitalizados ou não, deve-se preferir a forma acelular da vacina, que está relacionada com menor risco de eventos adversos.

Importância da prevenção: A difteria, provocada pela bactéria Corynebacterium diphteriae, é uma doença infectocontagiosa respiratória que atinge a faringe, a laringe e as amídalas. É muito comum na infância, especialmente após gripes e resfriados em crianças não imunizadas. Pode provocar complicações graves, como a inflamação da epiglote, que pode levar ao sufocamento. Arritmia cardíaca e insuficiência renal também podem surgir em casos mais severos da difteria.
O tétano, embora não seja contagioso, é uma perigosa doença infecciosa, causada pela bactéria Clostridium tetani, que atinge o organismo por meio de lesões na pele (cortes, arranhões, mordidas), causadas por plantas ou por objetos, principalmente metais enferrujados ou por animais contaminados. O tétano provoca rigidez muscular e ameaça a vida caso atinja os músculos respiratórios.
Já a coqueluche, também conhecida como tosse comprida ou pertussis, é provocada pela bactéria Bordetella pertussis. É uma doença muito contagiosa, transmitida por saliva e gotículas expelidas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar. Após uma fase de tosse com bastante catarro, o paciente passa a exibir acessos de tosse intensa, nos quais fica difícil até mesmo respirar. Por isso, a coqueluche é perigosa em crianças e idosos.

ROTAVÍRUS

O uso da vacina não é aconselhável durante o período de internação hospitalar.

GRIPE (INFLUENZA)

A vacina contra a Gripe ( influenza) deve ser administrada rotineiramente em prematuros a partir de seis meses de idade, devido a um maior risco de adoecimento nesses pacientes. Na primovacinação duas doses devem ser aplicadas por via intramuscular com intervalo de quatro semanas. A vacina deve ser administrada, preferencialmente, antes do período de maior circulação do vírus, isto é, no outono. Profissionais de saúde, pais, irmãos e cuidadores que lidam com essas crianças também devem ser imunizados.

PNEUMOCÓCICA CONJUGADA

A vacina conjugada contra o pneumococo esta indicada para todos os prematuros a partir de 02 meses de idade, no esquema habitual de 03 doses, respeitando-se o intervalo de dois meses entre as mesmas e, com posterior dose de reforço aos 15 meses de idade.

Tratamos nesta seção das vacinas BCG, Hepatite B, Poliomielite, Tríplice Bacteriana dTp / dTpa, Rotavírus, Gripe (Influenza) e Pneumocócica Conjugada, além de Palivizumabe. As demais vacinas do calendário de imunização do lactente prematuro devem ser administradas de acordo com a idade cronológica.